[Vídeo] Peças de reposição asseguradas por lei? Isso é uma piada!

"A Lei pode obrigar alguma loja a ir à falência? Porque se ela mantiver peças para todos esses carros que ainda tão rodando, não vai ter demanda nenhuma"

Por Boris Feldman 31/01/21 às 15h00
homem de macacão azul faz busca em deposito de autopecas
Leis brasileiras não são claras em relação à oferta de peças de reposição (e nem podem ser) (foto: Shutterstock)

Eu comentei aqui recentemente sobre o Código de Defesa do Consumidor, que, em um de seus artigos, parece mais uma piada. Pois ele diz o seguinte: “que, desde que um carro não seja mais fabricado ou importado, ainda assim, é obrigado a existir peças de reposição durante um período razoável”.

E eu falei: como é que é? Período razoável? Isso é uma piada! Razoável não quer dizer nada; pode ser cinco anos, 10 anos, 20 anos. Assista ao vídeo!

Mas um leitor me contestou e disse que existe uma legislação sobre isso: é o Decreto-lei  de 1997, 2.181. Esse decreto diz o seguinte: que esse período razoável nunca pode ser inferior ao tempo útil de vida do produto. Outra piada!

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Quer dizer que, em um tempo razoável, tem que ter peças de reposição no mercado, mas esse tempo razoável não pode ser  inferior a vida útil do produto? Muito bem, então o ‘Fordinho’ 1929 ainda está rodando por aí; então as lojas, a Ford, têm que providenciar peças de reposição para o Ford 1929; ou para o  Chevrolet 1951?

A Lei pode obrigar alguma loja a ir à falência? Porque se ela mantiver peças para todos esses carros que ainda tão rodando, não vai ter demanda nenhuma, e é claro que ela vai quebrar.

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6 Comentários
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Enrico Hyppolito 1 de março de 2021

No meu caso que tenho um veículo com mais de 10 anos, quando preciso de peças e tenho preferência por comprar na concessionária o pessoal de lá me atende ou prontamente ou fazem a solicitação para a fabrica.. Pago uma parte do valor e aguardo a chegada. Como faço manutenções preditivas, tem funcionado. Claro peças mais específicas que precisam durar mais ou de funcionamento mais precisos.

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LUIZ FERNANDO DA SILVA 1 de fevereiro de 2021

Então, n ao céu nem a terra. Talvez pra você que tem dinheiro ter peças de carro que já não são mais fabricados seja boiada mas lembre você que muita gente usa um carro fora de linha inclusive pra trabalhar. Acho que precisa se estabelecer um tempo de forma clara e não do jeito que é.

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Jose 1 de fevereiro de 2021

Obrigado Boris, quem sabe, sabe.
cada uma que é de arrancar os cabelos

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Werberti Luiz Riotinto 31 de janeiro de 2021

Imagino que seja como foi o caso da Suzuki, quando foi embora do Brasil, o consumidor ficou a ver navios, enquanto peça só importando.

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reinaldo 31 de janeiro de 2021

Certa vez conversando com um amigo do setor de autopeças eu perguntei sobre isso , e ele me respondeu o seguinte , os fabricantes verificam as quantidades medias de reposição vendidas por ano e multiplicam pelos anos obrigatórios por lei , e produzem essa quantidade aproximada e colocam no mercado , não posso garantir que seja assim mas foi o que eu soube , e acho que faz faz sentido pelo menos perante a lei acho eu. por exemplo consumo 150 faróis por ano de reposição vezes dez anos 1500 faróis em estoque no mercado de autopeças . eu por exemplo tenho dois carros um deles é um mille 2013 ( ultima serie) o carro já saiu de linha a 8 anos e nunca me faltou peças para ele as raras vezes que precisei , inclusive lanterna trazeira por exemplo ( original fiat) na concessionaria.

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IVAN VASCONCELLOS 31 de janeiro de 2021

Mais um “tiro na mosca” Boris.
Tem um monte de gente iludida por pessoas inescrupulosas, algumas até se dizendo advogados, como vi em um vídeo no YouTube, que garantia, na justiça, aos proprietários de modelos fora de linha, peças por 10 anos.
É mesmo piada, e de mal gosto!

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