Por que tanta discussão quando se fala de aditivos?

Fácil de empurrá-los nos postos, pois muitos motoristas não distinguem entre os necessários e a pi-ca-re-ta-gem 

prateleira com varios aditivos combustivel
Existem diversas opções de aditivos no mercado: muitos são inúteis (Foto: Shutterstock)
Por Boris Feldman
26 de junho de 2021 07:03

O problema dos aditivos para o automóvel são os interesses econômicos nem sempre coincidentes com os técnicos. As fábricas que os produzem estão de olho neste gigantesco mercado de automóveis que representa enorme faturamento. Surgem então dezenas de empresas no mundo que desenvolvem aditivos de todo gênero: para o óleo do motor, água do radiador, combustíveis, lavadores…

Vamos nos limitar aos dos motores a combustão, já responsáveis por muita controvérsia.

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Aditivo de óleo: desnecessário

Aditivo que não deveria sequer dar margem a discussão nenhuma, por ser rigorosamente desnecessário no cárter. O lubrificante do motor é resultado de milhares de horas de desenvolvimento conjunto entre as engenharias da fábrica do veículo e da que produz o óleo.

E determinados então os aditivos necessários em função de inúmeros fatores específicos como seus materiais, rotação, temperatura, folgas e vários outros. Então, o óleo do motor especificado pelo fabricante do automóvel cumpre rigorosamente todas suas exigências e produzido com todos os aditivos necessários.

Cabe ao dono do carro apenas cumprir prazos de troca – em tempo ou quilometragem – conforme recomendação do manual.

Outra dúvida: necessário adotar a marca eleita pela fábrica?

Não, pois é resultado de mero acordo comercial entre as empresas. Pode-se usar qualquer outra – que seja tradicional, de qualidade e reconhecida mundialmente. E, claro, desde que o óleo atenda às especificações SAE (viscosidade) e API (aditivação).

Mas, aí aparecem os tais interesses econômicos. Empresas que dão tratos à bola para criar produtos que tragam faturamento fácil às custas da crença dos motoristas em suas duvidosas propriedades.

Qual delas não quer ter o dono do posto, da “troca de óleo” ou da oficina mecânica como parceiro na comercialização de seu produto? Ele goza de confiança do cliente e tem poder de convencimento para criar a demanda do produto, necessário ou não.

Fossem inúteis e apenas corroessem o saldo bancário do freguês, já estaria de bom tamanho. Entretanto, muitos deles podem reagir quimicamente com os aditivos já presentes no óleo original e danificar o motor.

O Militec, por exemplo, para escapar da classificação de “aditivo”, declara se utilizar do óleo apenas como “meio de transporte” para atingir os componentes metálicos que anuncia proteger.

Gasolina: depende…

Seu elevado teor de carbono torna indispensável a adição de agentes detergentes e dispersantes para evitar a formação de depósitos carboníferos na cabeça do pistão, como resíduos de sua combustão. Estes agentes já estão presentes na gasolina aditivada da bomba.

Mas, como esta aditivação não é regulamentada nem fiscalizada pela ANP, recomenda-se abastecer com a gasolina comum e adicionar o aditivo vendido nos postos. E também acrescentar um aditivo especial – com os mesmos agentes detergentes/dispersantes – em determinada quilometragem para se ter segurança da limpeza interna do motor.

Qual evitar?

Evitar os frasquinhos miraculosos – também vendidos nos postos – que anunciam aumento de octanagem, potência, redução de consumo, emissões e outras maravilhas. São denominados “octane booster” ou “super booster” ou “magic octane” e coisas do gênero. Alguns podem até cumprir o que prometem, mas em gasolina de outro país, que não tenha o elevado índice de etanol da brasileira.

Além dos aditivos presentes no comércio, existem os “populares” ou que estão na “boca do povo”: naftalina, querosene, óleo 2T e tantos outros sem nenhum efeito prático exceto o estrago no bolso do motorista.

Etanol: talvez

Por seu reduzido teor de carbono (1/3 da gasolina), é mais limpo e praticamente não deixa resíduos carboníferos no pistão. Por isso, apenas duas distribuidoras (BR e Shell) oferecem o etanol aditivado justificando sua conveniência pelo efeito detergente e lubrificante.

O primeiro, em válvulas de admissão devido à passagem de gases provenientes do óleo do cárter. E para lubrificá-las no caso de motores com injeção direta, pois o etanol não passa por elas.

Aditivo no diesel: sim

Também requer aditivação e por isso, assim como a gasolina, é oferecido com ou sem ela na bomba. O diesel aditivado no posto tem denominação própria em cada marca: Podium na BR, Evolux na Shell, RendMax na Ipiranga, etc.

Mas pode-se abastecer com o diesel simples e aditivá-lo no tanque com frascos disponíveis nos postos e lojas, como o PRO-D, por exemplo. Quem o fabrica é a Innospec, mesma que fornece o aditivo para a Ipiranga, mas existem outras marcas confiáveis.

A aditivação do diesel é composta de um pacote de agentes detergentes, inibidores de água, antiespumantes, antioxidantes, etc.

SOBRE
29 Comentários
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Anderson Matioli 11 de julho de 2021

Este senhor é tão esperto , tão esperto que eu vou deixar aqui um meme em texto para um bom entendedor bastará :

Sódio (Na) > metal alcalino. Pode reagir explodindo em contato com água.
Cloro (Cl) > gás reativo e venenoso, na sua forma líquida em presença com água get ácido clorídrico.
Cloreto de sódio (NaCL) > sal de cozinha.

A pessoa tem que ser muito limitada para seguir o que ele fala e escreve, ele lançou um vídeo dizendo que caixa de marcha manual é hermeticamente selada e que não precisa trocar o lubrificante. Esse aí gosta de passar vergonha Facil.

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Oziel Alves da Silva 4 de julho de 2021

Não acho necessário os aditivos pois o óleo que usamos já é suficiente para o bom funcionamento do motor enquanto radiadores sempre usei é necessário tenho 63 anos e a 40 uso ele sempre e nunca tive nenhum problema

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Oziel Alves da Silva 4 de julho de 2021

Não acho necessário os aditivos pois o óleo que usamos já é suficiente para o bom funcionamento do motor

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Wilton Majella 4 de julho de 2021

Infelizmente é a pura verdade,a maioria dos aditivos no mercado e tudo histórinha. Tenho carro velho e sempre existiu o mito de que se colocar aditivo danifica o sistema de arrefecimento,mito. Desde que se faça uma boa limpeza antes,eu uso a mais de 90 mil km,que fiz meu motor, e com isso, levo prós meus clientes o resultado.após testar vários aditivos pro sistema de arrefecimento,só encontrei um da Petronas,o resto é pura dor de cabeça e dinheiro jogado fora!

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Egidio Hans 3 de julho de 2021

A controvérsias sobre o uso de condicionador de metais no carter.. tenho um Peugeot Expert e a própria fábrica recomenda o uso a partir dos 80.000 km.

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Lavozier Estevao Dos Santos 3 de julho de 2021

Não tem como comprovar a eficácia dos produtos, então todos recebem a mesma nota, tendo em vista a grande facilidade de “falsificação”

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WEMBLEY ALVES BATISTA 3 de julho de 2021

O que diz sobre o perferct clean?

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Pedro 1 de julho de 2021

Na realidade nenhum serve . Eu mesmo faço o meu e rende muito mais. Isso é tudo. Comércio.

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HERICK FUJIMOTO 30 de junho de 2021

Engraçado, mandei um comentário contrariando a opinião do Boris E NÃO FOI PUBLICADO…

SEMPRE MUITO ESTRANHO…

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Teles 3 de julho de 2021

Vc deve ter atrapalhado a comercialização de matérias do site…acho q é isso.

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HERICK FUJIMOTO 30 de junho de 2021

Vc já foi bom hein , meu amigo ? Hoje só
causa confusão para conseguir seguidores … Incrivelmente não falou besteira nessa reportagem sobre lubrificante , mas como não tem mais assunto sobre, voltou a atacar o Militec. Já que não é do seu conhecimento , vou lhe ajudar a parar de falar o que não tem conhecimento , ok ?
Se o tal produto em questão é tão ruim , não presta , prejudica o motor, é enganação e blá, blá, blá, gostaria que me explicasse COMO ELES TEM LAUDOS DE APROVAÇÃO das seguintes Entidades ( OS QUAIS COM CERTEZA DEVEM TER MAIS CONHECIMENTOS E UMA EQUIPE COM MUITO MAIS ENGENHEIROS E APARELHAGENS QUE O SENHOR , SENDO ASSIM EM POSIÇÃO DE DAR RESPOSTAS PLAUSÍVEIS SOBRE O ASSUNTO):

METALIC NORDESTE
AGRIPEC
PETROBRAS
MERCEDES BENS
JUMASA MASSEY FERGUSON
CASE GERDAU
ALBRAS
LAUDO UFMG

Espero que esses humildes comentários não sejam bloqueados e gostaria muito que fossem respondidos por este meio, onde todos poderão opinar, onde não sejam podados e nem editados.

Não é feio errar , feio é querer ser o que não é , e teimar no erro.

Sem mais , lhe desejo felicidades , saúde e muita humildade.

Grato.

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2 de julho de 2021

Mimimi…

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Renato 30 de junho de 2021

Esse programa e muito bom

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Luiz 28 de junho de 2021

Bem, não consegui descobrir ainda com certeza mesmo, qual é o benefício em usar o Diesel S-10 Aditivado !
Alguém com toda sua esperiência / doutorado no assunto, poderia me responder/ explicar com detalhes a comprovação efetiva ? Uso caminhonetes com motores à Diesel há muitos anos, mas não descobri ainda uma resposta concreta / convincente sobre o benefício, pois como já sabemos, o produto em questão Aditivado é mais caro ! Desde já agradeço pelas informações possíveis !

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Sergio Honório Dos Santos 3 de julho de 2021

Realmente alguém nos explique, com conhecimento da matéria, essa questão dos benefícios do diesel aditivado em detrimento do não aditivado; qual o benefício e se vale pagar mais na bomba para abastecer.

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Carlos Malzone 27 de junho de 2021

Parabéns muito explicativo e de grande valia, pois eu mesmo era fã de alguma das marcas descritas…

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Licínio Forbeck 27 de junho de 2021

Trabalhei muitos anos como entregador com moto ybr xtz cg 125 ohv e 150 .fiz uma experiência. a gasolina aditivada do posto realmente da resultado. Já aditivos colocados no tanque eu não sei.

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ISAIAS R D SOUZA 27 de junho de 2021

Na minha opinião não é necessário usar aditivo de nenhuma marca. O que precisa é usar óleo de qualidade e combustível de qualidade.

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Judeu russo 26 de junho de 2021

E a perseguicão contra a Militec segue firme…. A campanha do mal nao tem fim.

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Leonardo 26 de junho de 2021

A discussão ocorre por sua própria culpa, Boris.
Você força a polêmica para ganhar visitação no site e no youtube, isso é algo que todo mundo já sacou. A todo momento você se contradiz, muda de opinião, provoca nova polêmica e vem com essa sua “pi-ca-re-ta-gem” que já encheu o saco. Você sabe pelo menos o significado desse termo?
Primeiro você coloca todo mundo no mesmo saco, depois da confusão volta atrás e separa a bagunça, mas coloca um novo ingrediente para forçar nova polêmica.
Esse era um site bacana, mas de alguns anos para cá virou um deboche, com artigos dignos de um falastrão, com esse jeremy que até no exterior já perdeu o respeito e está sendo processado por bobagens que já disse… Até nos fóruns sobre carros você já está virando piada. Se você quer fazer jornalismo sério, vai ter que mudar, senão vei perder um leitor que, por ora, faz uma crítica positiva.

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Joao 26 de junho de 2021

Fica claro que este tipo de matéria é feita para os interesses do patrocinador citado e que tem um banner logo abaixo…
Confiabilidade zero nas informações… muito desatualizado.

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Kleber 30 de junho de 2021

Estranho, pra mim aparece um banner de vinho.

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Comentarista 26 de junho de 2021

O motor a combustão existe há mais de 130 anos e já era pra ter virado peça de museu há tempos.
Carro tem que ser elétrico. Muito melhor e mais fácil de fazer a manutenção, livra o motorista das picaretagens, não faz barulho, não polui, é mais eficiente, é melhor para dirigir etc. etc. etc….

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Alexandre 26 de junho de 2021

Disse tudo, o único problema que eu vejo do motor elétrico eh a falta de ronco, quem n gosta de ter um ronco mais esportivo né?! Fico triste por esse lado 😔

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Mister Gasosa 26 de junho de 2021

O problema é quando terminar a vida útil do jogo completo das baterias. Suponhamos um bom carro elétrico após o término da garantia das baterias o quanto vai custar um jogo completo novo, original ou de marca de renome?? ? E ainda o carro terá depreciado o valor. Será que será financeiramente viável??? Será que por este motivo alguns carros elétricos serão descartáveis???? Isso é ecológico??? Meu carro anterior vendi com 29 anos de uso e funcionando muito bem. Não acho ecológico descartar um carro com 8 anos de uso ou menos, mesmo que seja reciclado, pois para se reciclar gasta energia é para fabricar outro carro mais energia e me teria-prima.

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gustavo martins 27 de junho de 2021

Com produção em escala, custos são reduzidos, das baterias.
Os componentes das baterias são recicláveis.

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Mister Gasosa 27 de junho de 2021

Gustavo,
Tomara que você tenha razão, mas no Brasil eu acredito na lei da oferta vs procura. Por exemplo nunca vendeu tanto carro flex ou gasolina como hoje é também os preços hoje são um dos mais caros da história do Brasil devido a Pandemia Covid-19.

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Mister Gasosa 27 de junho de 2021

Gustavo,
Em complemento pois era esperado o preço dos carros cair devido a queda de vendas em relação ao ano de 2019, e o que ocorreu foi aumentar. Parece que aqui no Brasil preço de carro é suas peças de reposição não tem regra clara, pois sempre tem uma desculpa para aumentar o preço…custo Brasil, inflação, aumento do dólar, etc.

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Mister Gasosa 26 de junho de 2021

Etanol aditivado não vai conseguir limpar as válvulas de admissão dos carros equipados somente com injeção direta de combustível. Pois na injeção direta o combustível é injetado direto na câmara de combustão, já na injeção indireta o o combustível é injetado no coletor de admissão e então passa integralmente pelas válvulas de admissão limpando-as.
Já vi um carro da Audi que é equipado com injeção direta e também com a injeção indireta de combustível, a injeção indireta só funciona na marcha-lenta e me parece que um dos seus intuitos é de limpar as válvulas de admissão.
As válvulas de admissão carbonizam por dois motivos:
– uso de gasolina comum, ou seja, sem aditivação detergente e dispersante;
– passar do prazo de troca do óleo lubrificante.
Vejam no Youtube quantos casos de carro de injeção direta a gasolina no Brasil, como por exemplo o WV Jetta 2.0 TSI, carbonizando as válvulas de admissão. E o risco disso é de a válvula ficar presa meio aberta devido ao excesso de sujeira e ser atropelada pelo pistão. O Dr. Carro do Youtube já mostrou um caso que aconteceu isso num carro equipado com injeção direta. O carro ficou com o motor desligado por alguns dias e quando foi ligar atropelou a válvula porque estava presa devido a carbonização.

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