Tem novidade que não desce goela abaixo…

Algumas incomodam, mas são inevitáveis. Outras chegam com alarde, transtornam a vida do motorista e vão embora cabisbaixas...

radio antigo shutterstock
Rádio antigo (Foto: Shutterstock)
Por Boris Feldman
07 de novembro de 2020 07:00

Algumas incomodam, mas são inevitáveis. Outras chegam com alarde, transtornam a vida do motorista e vão embora cabisbaixas… Listamos 10 delas (com um bônus)

Pneu Run Flat

Deveria ser proibido no Brasil, pois foi projetado para resistir a furos, não a rasgos provocados por crateras asfálticas. É ótimo em rodovias do Primeiro Mundo. Mas, tantas foram as reclamações, que importadoras estão “quebrando o galho” e acrescentando um estepe no porta-malas.

Nitrogênio

Invenção caça-níquel da White Martins. Custa caro e disponível apenas em poucos postos. Indicado para carros de corrida, pois a pressão não sobe com o aumento da temperatura. Não contem umidade (que oxida) e evita a perda de pressão pois não atravessa a parede do pneu.

Outro grave inconveniente é que o motorista não pode “quebrar o galho” e calibrar – eventualmente – com ar comprimido disponível em cada esquina. E então, até encontrar o nitrogênio, roda com pneus murchos.

SUV

Novo queridinho do mercado, com algumas poucas vantagens e inúmeras desvantagens. Vai na contramão da história pois é grande, pesado, bebe e polui muito, difícil de manobrar e tem centro de gravidade elevado, que exige controles eletrônicos para não tombar. E o pior: comprovado estatisticamente matar muito mais que o automóvel.

Falo mais desse assunto neste vídeo. Confira!

Chave presencial

Inútil, cria problemas e transtorna a vida do motorista. Tem o que sai do carro (motor ligado) com ela no bolso. A mulher, filho ou motorista seguem com o carro. Que roda até ser desligado. Aí, não liga mais…

Muitas vezes, o motorista sai e se esquece de desligar o motor. Nos EUA, teve um que deixou o carro a noite na garagem (incorporada à casa), foi dormir com o motor ligado… E desmaiou!

Start-Stop

Maravilha: desliga o motor quando o carro para. Liga na hora de andar. No trânsito urbano, reduz consumo e emissões. Bom para o bolso e para o ar. Mas, como eu praticamente só ando em estradas, tenho aflição e desligo…

Comandos do rádio

radio antigo shutterstock

Ahhh… Que saudade daqueles dois botõezinhos redondinhos dos dois lados do rádio! Hoje está tudo magistralmente incorporado ao sistema de som, conectividade e entretenimento e tem carro que chega para teste que eu até desisto de sintonizar a rádio de minha preferência.

Correia dentada

Nada mais confiável que o eixo comando de válvulas acionado por vigorosas correntes metálicas, como nas bicicletas. Aí, com desculpa de reduzir do ruído (mas, na verdade, por uma questão de custo), lá veio a correia dentada.

De borracha, tem limite de quilometragem mas, muitas vezes arrebenta antes dele. “A culpa é da região em que o carro é usado, com muito pó de minério ou poeira” ou outra desculpa qualquer.

E ainda dá margem à pi-ca-re-ta-gem de se trocar (quase sempre desnecessariamente) também o tensor/rolamento. Nobre exceção: a correia dos motores Ford são banhadas a óleo e só pedem troca aos 250 mil km.

Prova de que não presta é que algumas fábricas que aderiram à correia dentada já migraram de volta para a corrente.

Parafernália eletrônica

Juro que me sinto aliviado quando saio de um automóvel supermoderno, carregado de eletrônica, e assumo um mais antiguinho, simples, nada mirabolante nem pasteurizado: nada de comandos por voz nem ajustes no touch screen. Não acende sozinho os faróis nem os limpadores de para-brisa. Gostoso de dirigir. Dá uma escorregadinha na curva, mas e daí?

Elétrico

mao manuseando cabo carregar carro hibrido plug in eletrico

Sim, eu sei que é o futuro do automóvel. Que é a melhor solução ecológica (será mesmo?). Baixo custo de manutenção e do km rodado. Mas, só serei adepto dele quando o carregamento das baterias for rápido e largamente disponível.

Até então, adoro os híbridos plug-in: Dá para ir e voltar ao trabalho diariamente só no modo elétrico. Mas, quando faltar a bateria, o velho motor a combustão está lá, a postos.

Alerta de faixa

Foi uma emergência e, naturalmente, não tive tempo de acionar a seta. Dei um golpe no volante para a direita e me desviei de uma criança mais à frente, na beirada do asfalto com uma patinete.

O carro chegou próximo à outra faixa mas o sistema eletrônico deu um tranco de volta. Tive que dar outro para a direita e evitei o acidente. Por pouco!

Caixa automatizada

Criticá-la agora é chutar cachorro morto…

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23 Comentários
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Roberto Henry Ebelt 19 de abril de 2021

Boris sabe tudo e mais um pouco. Parabéns.

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Geraldo Lima 18 de fevereiro de 2021

Faltou o motor flex que abastecido com gasolina consome feito carro a álcool e quando abastecido com etanol tem desempenho de carro a gasolina.

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Roberto Henry Ebelt 20 de julho de 2021

CONCORDO TOTALMENTE. Carro flex (motor flex) é uma mentira deslavada. Ou o bloco é feito para gasolina com uma taxa máxima de compressão de 10:1 ou é para álcool onde a taxa é de 18:1. Não há eletrônica que resolva este problema SEM GRANDES PERDAS de POTÊNCIA e/ou COMBUSTÍVEL.

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Boroski 13 de novembro de 2020

Sou seu fã incondicional.
Sinceridade é raridade nesse mundo motor. Grande abraço.

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Paulo 13 de novembro de 2020

Idade das pessoas que comentaram, 50+, de uma matéria de um 70+ retrógrado, que congelou nos anos 60. Deve ter espírito daqueles religiosos fanáticos que ferraram com a evolução da humanidade que acreditava que o planeta era plano. Gente velha só atrapalha. #sófaleiverdades

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Julio 13 de novembro de 2020

Também não entendo para que teto solar, num pais tropical, em que os carros tem ar condicionado! Pior é ter que pagar pelo opcional desnecessário e não usar!

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SpeedRacer 11 de novembro de 2020

Excelente reportagem, concordo com todos os itens aqui comentados.

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Calatrava 8 de novembro de 2020

Não discordo nem das vírgulas.
Parafernália eletrônica, comandos do rádio e SUV, é o que mais detesto.

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Fernando B 7 de novembro de 2020

Boris, faltou citar os câmbios manuais que simplesmente estão sumindo em diversas categorias devido aos braçōes que tem dificuldade em passar marcha. Sedã médio já não existe mais. SUV algumas tbm já abandonaram e as que mantém é apenas na versão de entrada. SALVEM OS MANUAIS!!!

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boris 8 de novembro de 2020

Também gosto do câmbio manual. Mas detesto embreagem

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Marcelo 7 de novembro de 2020

Só li verdades. Carros SUV e também os sedan são pesados, bebem mais e poluem mais. Muita lata, muito peso desnecessário. Os compactos são muito melhores.

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luiz passerani 7 de novembro de 2020

Parabens pela reortagem ,compartilho o mesmo ponto de vista ,mas acredito que os SUV sao otimos para transportar AR !!! obs tenho um SUV americano V8 4×4 otimo como utilitario para puxar carretas etc … mas meu carro do dia a dia e uma simples Gol SW conhecicdo como Parati com 300.000 KM sem nunca ter me deixado na mao!!!

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Julio 13 de novembro de 2020

Admiro quem usa o mesmo carro por 300.000 Km (que belo custo-benefício)! Já troquei de carro demais!!!

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Bruno Marques 7 de novembro de 2020

Viu um SUV levar 20 minutos manobrando em uma vaga? Também já vi Ford KA, golf, Saveiro, Hilux, etc… levando até mais do quê isso pra fazer exatamente isso que colocou. Certamente quem não presta é o condutor, não o veículo.
Veja você! A Ford fez um caixote chamado Ecosport, o mercado prontamente aceitou. Pra não ficar pra trás, os concorrentes invejosos, (isso mesmo, concorrentes sempre olham para o produto do outro), seguiram o mesmo caminho….e as montadoras que pensam como o Boris, relutaram até onde puderam, mas no final o mercado, que é SOBERANO, venceu e elas também criaram seus SUVs. Penso que com o Famigerado motor 1.0, a relutância foi até maior, mas hoje sua tecnologia é tão grande que o mercado nem lembra que muitas vezes é esse motor que está debaixo do capô de seu carro.
Acredito que quem cria qualquer tipo de resistência por qualquer coisa que o mercado aceita, inconscientemente não gosta da evolução natural das coisas.
Talvez os SUVs seja tudo isso que ele descreveu nessa reportagem, mas amanhã….. lá no futuro próximo, ele evolua naturalmente que seja o carro mais prazeroso de dirigir do quê muitos do que foi citado.
SUV não é o tipo de veículo que me agrada, mas a Porsche, Rolls Royce, Lamborghini, Mercedes, Audi, BMW, certamente vão investir pesado e fazer de tudo pra tentar torna seus SUV tão bom que até eu e você mordamos nossas línguas.
Vamos dá tempo ao tempo e não atrapalhar o bom andamento da evolução deles. É o melhor que agente faz.

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Z_H 10 de novembro de 2020

…coisa de quem vive preso ao passado… cansa…

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Elder Magalhaes 7 de novembro de 2020

Concordo com algumas coisas, mas não dá para não notar um claro e contínuo ranço contra as novidades tecnológicas. Compreensível. Mas num jornalista profissional da área deveria expressar menos a opinião pessoal ( que quer estender a todos ) e mais as avaliações técnicas. tem gente que até hoje defende a máquina de escrever mecânica e as listas de saldo impressas no banco, onde os caixas anotavam diariamente as entradas e saídas.

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Z_H 10 de novembro de 2020

…concordo… veja a questão do câmbio automático… escuto muito falar (já foi pior) que se perde o “prazer de dirigir”… prazer de dirigir carrinho com motor 1.4L nas cidades com o transito cada vez mais congestionado? É ranço mesmo…

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ILTO 7 de novembro de 2020

O SUV é o estranho caso em que o Marketing criou a necessidade e os consumidores embarcaram, levando no pacote custo maior, consumo maior, manutenção mais cara em troca de estar na onda da moda. Estamos ficando órfãos de opções de outros tipos de veículos. Uma pena.

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Rodrigo Carvalho Viana 7 de novembro de 2020

Ótima reportagem, sei que possivelmente existirão alguns que vai criticar mas, fato é que os carros estão ficando irritantes…

A imposição de SUV já deu, chega! Como consumidor, quero ter o direito de comprar o tipo de carro que gosto, independentemente da modinha… Hatch, Sedan, Perua, Conversível, Picape, Crossover, SUV, Esportivo, seja ele Pequeno, Médio ou Grande, é uma escolha que o consumidor deve ter!

Para amantes de carros, nada substitui o prazer de ouvir o ronco de um 5, 6 , 8, 10 ou 12 cilindros…

Sou um feliz proprietário de um Brava HGT 1.8 16v 2000, Marea Weekend HLX 2.4 20v Aut 2003, Marea HLX 2.4 20v Aut 2005, Stilo Attractive 1.8 Dualogic e Bravo Essence 1.8 16v 2013 completo, completamente originais e não os troco por nada.

Se Deus quiser, preservarei-os assim até conseguir colocar a famosa preta que, agora, com essa placa Mercosul, perdeu a graça…

Como disse, o mundo dos carros está ficando chato e, cabe a nós, amantes de carros, preservar os bons carros do passado.

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Miguel 7 de novembro de 2020

O direito de comprar o tipo de carro q vc gosta vc já tem. O problema é conseguir convencer uma montadora q não tem bom lucro nem boas vendas com um sedan/hatch médio/perua/minivan a manter eles em linha só pra agradar um nicho do mercado. É um privilégio q as marcas generalistas, geralmente, não podem nem querem bancar

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Z_H 10 de novembro de 2020

…algo me diz que o Stilo Attractive 1.8 Dualogic você não vai trocar por nada mesmo…

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Roberto 7 de novembro de 2020

Parabéns pela reportagem. Concordo com tudo o vc disse, aliás como quase sempre. A do rádio foi ótima, é bem isso mesmo. O start/stop, das pessoas que conheço, todos desligam. Quanto aos SUV`s, resisterei até quando não houver mais sedans, já que as SW já se foram.

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Rodolfo 7 de novembro de 2020

Na minha opinião sempre vai existir carro hatch ou sedan, pois eles são em relação a suv:
1. Mais baratos;
2. Mais econômicos;
3.cabem em vaga pequena;
4. Peça mais barata / manutenção;
5 etc

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