VW Nivus: esportividade do SUV é puro marketing!

A mistura de SUV com cupê é suficiente para falar que novo modelo da VW é esportivo? Motor e outros 'detalhes' devem ser considerados na análise

Por Boris Feldman 09/06/20 às 18h00
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VW Nivus (Foto: Volkswagen | Divulgação)

Esses marqueteiros das montadoras sempre tentam induzir a gente a acreditar numa história que eles contam e que não é sempre bem aquilo de verdade. Temos, como exemplo, o novo lançamento da Volkswagen, o Nivus – um utilitário esportivo que a marca vem mostrando em conta-gotas.

O Nivus é feito em cima da plataforma do Polo. Ao contrário do T-Cross, que é um SUV um pouquinho maior de entre-eixos, que foi construído em cima da plataforma do Virtus, com entre-eixos 8 cm maior do que o Polo. Aí o primeiro probleminha: o espaço interno do Nivus é um pouco menor que o espaço interno do T-Cross.

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Os marqueteiros da Volkswagen procuraram dar ao Nivus um “jeitão”, uma imagem de esportivo”. Baseado no que? Numa bela solução de design, o teto que vem descendo devagarzinho e dá ao novo SUV um ar muito bacana de cupê. Já que é cupê, vamos dizer que ele é esportivo.

Para compensar que o entre-eixos é menor, eles projetaram a carroceria maior. O balanço, aquela parte atrás do eixo traseiro, foi aumentado em 12 centímetros. Então o cumprimento do Nivus acabou ficando maior que o do T-Cross – e o porta-malas também: 420 litros contra 375 só do T-Cross.

Mas aí é que eu coloco as minhas objeções a “esportividade” do Nivus. É só porque ele tem o “jeitão” de cupê? Se em termos de porta-malas, o dele é até maior que o T-Cross. Ora, se o T-Cross é o careta, o carro de família, ele que deveria ter o porta-malas maior que o do Nivus. Mas deixa para lá!

Motorização mais fraca?

Eu vou bater agora na tecla motorização: o Nivus é esportivo? É um tipo esportivo? É o que os marqueteiros da Volkswagen querem convencer o mercado.

Mas, como, se o T-Cross tem motor 1.0, de 128 cavalos, e 1.4 de 150 cv. E o Nivus, o tal do “esportivo”? Só tem o “motorzinho” 1.0 de 128 cavalos. Mas que esportividade essa, que vai deixar o Nivus na rabeira do T-Cross?

Só câmbio automático?

Carro esportivo é sempre lançado com câmbio manual. Nos EUA, por exemplo, mais de 95% dos carros são com câmbio automático – esses menos de 5% de carros vendidos nos Estados Unidos com câmbio manual, quais são? Os esportivos.

E o Nivus? Só o câmbio automático, um bom câmbio de seis marchas. Mas não tem sequer a opção manual.

Então eu pergunto: que “esportivo” é esse que a Volkswagen está nos querendo fazer acreditar? Ou será que a Volkswagen está guardando na manga uma nova versão do Nivus com o motor 1.4 de 150 cavalos e câmbio manual?

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14 Comentários
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Arthur 25 de dezembro de 2020

Não entendi a maioria dos comentários! O carro é 1.0 turbo com 128 cv e 20,4 kg de torque, velocímetro é todo digital, multimídia de 10 polegadas, tecnologicamente tem muito mais a oferecer que qualquer outro carro! Os materiais interno poderiam ser melhores, tenho um cruze 2017 que tem boa qualidade de material mas o encaixe é horroroso! Poderia ter a versão 1.4 turbo com teto da t-cross! Absurdo eu vejo é ônix custar 70 mil!

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Sandro 25 de setembro de 2020

Olá a todos, concordo com a matéria, mas descordou de alguns que fizeram comentários desnecessário, do tipo, motor TSI ser uma bomba, não é verdade, tenho um mosca branca Golf TSI 1.0 manual já a quase 3 anos, e sinceramente não troco esse carro por nenhum da linha nacional, é simplesmente maravilhoso dirigir, tem desempenho de sobra,econômico e na estrada pra alguém bater nele só se for Audi ou Bmw

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Vitor Maranho 12 de junho de 2020

No trânsito das nossas cidades hoje em dia quem quer câmbio manual?? Ainda mais com os paddle shifts, câmbio manual já ficou no passado. Acho que o só o Renault Kwid ainda oferece câmbio manual. Superem isso!

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logan 15 de junho de 2020

Nem toda cidade tem congestionamento e quanto mais opções pro consumidor, melhor. Sem falar que o consumo de um carro com cambio manual quando comparado com o automático é quase sempre melhor (principalmente nos carros com pouca potencia, onde o “peso” do conversor de torque é maior).

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david.greenfild 10 de junho de 2020

Só pra quem já saiu do 5° Mondo once …. Qual país q no seja encosto de carroça, tem venda expressiva de Um Ponto Zero? E a 80 paus? … Essa de comparar Dollar com real e balela, lá o cara ganha 7 paus, na moeda dele, e paga 15/20 num carro….k ganha 2 e paga 80/100…kkkk

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David Greenfield 10 de junho de 2020

Um Ponto Zero oitenta paus…. Sartei

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Cleber 10 de junho de 2020

Vc está no Brasil está querendo falar de carro americano vai mora lá reportagem ridícula

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Fabio 9 de junho de 2020

Pointer modelo 2020, que também nao era esportivo.

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José 9 de junho de 2020

Nem colocaram o t cross no mercado de tanto que falaram, agora tão falando desse nivus que, pelo jeito, já vai ser lançado perdenďo de 1×0 para o próprio t cross.
Alguma coisa não tá batendo nessa vw.

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Walter Martins Pereira Junior 9 de junho de 2020

Boris Feldman sempre trazendo a verdade à tona. Perfeita as colocações. Não que o produto seja ruim. Mas não é a imagem do que querem vender. Só cuidado para não fazer o “sucesso” do Pointer…

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Luiz Eduardo 9 de junho de 2020

Pelo amor de deus!!!! Outro lixo no Brasil, vai ter otário comprando aos montes…lixo.

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Ney Verdandi 9 de junho de 2020

Concordo plenamente com a matéria, essa motorização falta muito para ser de um veículo esportivo; trata-se de um projeto novo, e com certeza teremos inúmeros problemas de projeto. Até mesmo com Polo ,cujo projeto é europeu, tivemos inúmeras queixas dos consumidores. É típico da VW gastar uma fortuna em marketing tentando iludir consumidores com seus veículos. Todos sabem que motores turbo TSI, após 3 anos de uso viram uma verdadeira bomba, aliada a uma manutenção de custo elevado, até mesmo para um simples veículo popular. Como a VW não pretende investir em novos projetos de motores, jamais será líder de vendas por aqui.

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José 9 de junho de 2020

Falou tudo.
Vai virar uma bomba na mão de quem virar dono de um desses.
Saudades do velho gol e das parati com os motores AP.

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Marcos Barbosa 10 de junho de 2020

Fala sério! Saudades do Gol? Depois dos importados, cheios de tecnologia, segurança e conforto invadirem o Brasil, nunca mais compro carro das montadoras “tradicionais”.

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